Petrobrás falando grosso

Petrobras pode reduzir atuação na Bolívia e já tem plano de contingência:
“Além de não realizar mais investimentos na Bolívia, a Petrobras cogita também reduzir parte das atividades realizadas e já possui um plano de contingenciamento em caso de problemas com o fornecimento de gás do país vizinho.”

ÉEeh. Petrobrás falando mais grosso que o próprio governo brasileiro: “A depender das negociações, podemos até analisar a possibilidade de estarmos ausente do refino boliviano, se não nos interessar enquanto empresa”.

“… Apesar de acreditar que não há risco de interrupção do fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil, Gabrielli informou que a Petrobras possui um plano de contingência. Neste plano, está prevista a redução do uso de gás pela própria Petrobras, a substituição por óleo combustível e GLP (gás liquefeito de petróleo), a aceleração da produção nacional de gás natural, o uso mais intenso de biocombustíveis e estudos para regaseificação do GNL (gás natural liquefeito).”

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4 thoughts on “Petrobrás falando grosso

  1. Bolivia intenta enjuiciar a petroleros El Gobierno boliviano pretende iniciar un juicio penal contra representantes de Petrobrás-Bolivia y un ex ejecutivo de Andina, filial de la española Repsol, por un supuesto daño al Estado en la suscripción de un contrato de exportación de gas. La agencia AFP reseñó que la denuncia fue presentada a finales de julio contra un ex gerente de Petrolera Andina y tres directores de Petrobrás.Bolivia retira a Repsol la concesión de explotación de petróleo y gas de un parque natural El presidente de Bolivia, Evo Morales, anunciará en las próximas horas la decisión tomada por su Ejecutivo de retirar la concesión que permitía, tanto a Repsol YPF como a Petrobrás, la explotación de diversas riquezas naturales, como petróleo, gas y oro, del Parque Nacional y Área de Manejo Integrado Madidi, en el departamento de La Paz.Ep / LA PAZ (25-08-2006) Con esta decisión el Gobierno boliviano sigue adelante con su plan de nacionalización de los recursos naturales del país. La medida está organizada por el Servicio Nacional de Áreas Protegidas (Sernap) del país andino.Herlan Flores Soruco, director del Sernap, ha señalado la importancia de esta medida porque, según sus palabras, “ahora nuestro presidente marcará un precedente a nivel nacional e internacional con este acto único jamás visto en Bolivia”. Flores ha declarado, además, que el propósito de la nacionalización de estos recursos está en el reconocimiento del derecho de las comunidades indígenas a gestionarlos y explotarlos.El senador boliviano, Lino Vilca, hace unas semanas, planteó la necesidad de analizar la retirada de la concesión, a Repsol y a Petrobrás, alegando que las dos petroleras no efectuaron la exploración comprometida. “En todo este tiempo no han mostrado resultados pero los habitantes de la zona demostraron públicamente que existe petróleo en la región”, indicó. Asimismo, el senador solicitó al Ministerio de Hidrocarburos y a la Superintendencia de su país, que realizara una evaluación y un posterior informe sobre las concesiones otorgadas en el norte del departamento de La Paz.

  2. Afinal é incopetência da petrobrás, ou o governo Lula resolveu abrir mão dos direitos para não ariscar sua reeleição?Alguém precisa tomar providências antes que o Governo Lula comprometa ainda mais o patrimonio nacional!! Petrobrás cede tudoAté a quinta-feira passada, o presidente da Petrobrás garantia que a empresa não aceitaria o papel de simples prestadora de serviços, na exploração dos Campos de San Alberto e San Antonio, na Bolívia. Afinal, uma vez nacionalizadas as reservas de hidrocarbonetos e estatizadas as operações de exploração e comercialização, não havia interesse econômico, para a Petrobrás, em permanecer na Bolívia apenas como uma empresa contratada para extrair óleo e gás. O presidente Lula e o chanceler Celso Amorim endossaram publicamente a posição da Petrobrás, afirmando que, se o contrato que estava sendo negociado não fosse favorável, a estatal brasileira encerraria suas operações na Bolívia e reivindicaria seus direitos nas cortes internacionais.Na sexta-feira houve um abrandamento da posição inicialmente defendida pelo presidente da Petrobrás e no sábado, véspera do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Evo Morales anunciou a assinatura de um contrato que contraria os interesses da Petrobrás.Alega a Petrobrás que três razões a levaram a aderir ao novo contrato: a garantia de retorno na operação dos dois campos; a manutenção de uma posição estratégica na Bolívia, onde grandes reservas ainda podem ser exploradas; e a necessidade de garantir o abastecimento de gás para a indústria brasileira. Ora, sem a possibilidade de administrar os campos – a YPFB determinará o fluxo de extração e os investimentos a serem feitos –, o retorno do capital lá aplicado será lento e, sobretudo, inseguro. Com a nacionalização das reservas, simplesmente não existe “posição estratégica” a ser considerada – a menos que a Petrobrás conte com a falência do modelo instituído por Evo Morales. E o fornecimento de gás para o Brasil poderia ser feito por qualquer empresa prestadora de serviços contratada pela Bolívia.Apesar disso, o governo brasileiro tem tentado provar que o contrato assinado no sábado foi altamente benéfico para o País e, mais que isso, que as exigências bolivianas foram dobradas. O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, faz prodígios de contorcionismo verbal para mostrar que “temos um componente próximo de um contrato de compartilhamento de produção, o que nós queremos, e também têm componentes de prestação de serviços, que é o que a YPFB queria”. E isso porque, pelo novo contrato, além de uma alíquota fixa de impostos e royalties de 50%, haverá outra variável, que se reduzirá de acordo com quatro variáveis, entre elas o volume de produção e o nível de investimentos que a Petrobrás fizer. Mas quem determinará volumes de produção e de investimentos será a estatal boliviana. Afinal, diante dos fatos irrefutáveis, Gabrielli explica que a Bolívia não cedeu na questão da alíquota de 82%: “Não é que ela cedeu, ela converge, na tabela de longo prazo, para uma alíquota de 82% à medida que os campos vão atingindo um ritmo de produção mais alto. Mas não é mais uma taxa fixa de 82%.”Já o presidente da YPFB, Juan Carlos Ortiz, chama as coisas pelo nome: o que foi assinado é um contrato de operação e o government take, no Campo de San Antonio, supera os 85%.A Petrobrás anuncia que não fará os investimentos previstos de US$ 1,5 bilhão nos Campos de San Alberto e San Antonio enquanto o governo boliviano não criar um marco regulatório que dê garantias de estabilidade ao setor. Não será de admirar se, em breve, com regulamentos insatisfatórios ou até sem eles, a estatal brasileira se veja compelida a fazer tais investimentos, sob pena de ser acusada de quebra de contrato.O fato é que a presença da Petrobrás na Bolívia, que deveria solucionar parte dos problemas energéticos do Brasil, com a ascensão de Evo Morales – o “irmão caçula” de Lula – ao poder, tornou-se uma grande atrapalhação. E só há uma maneira de resolver o imbróglio do gás boliviano: é tratá-lo exclusivamente sob o ponto de vista negocial, abandonando as “identidades” ideológicas com o companheiro Morales.Em vez de investir na Bolívia, onde só há garantias de instabilidade, a Petrobrás precisa acelerar os trabalhos de exploração dos campos de gás na plataforma continental brasileira – e assim acabar com uma dependência prejudicial aos interesses nacionais.

  3. Êta governo incompetente esse governo de Lula!! Uma coisa é certa, se fosse o contrário, com certeza Morales que vem brigando bem para defender seu país, iria exigir do Governo Brasileiro que cumprisse o contrato. Mas Lula, assim não o faz, e prefere ceder a nossos visinhos que sempre reclamam e ganham. Assim é Argentina, assim é Bolívia. O Brasil não deveria ter cedido, e deveria por direito legal, exigir que a Bolívia respeitasse o contrato, como assim o Brasil o respeitou no inicio, onde pagava até pelo que não usava conforme obrigava a clausula do contrato. Lula tem sido muito benevolente e bonzinho com nossos visinhos, ao ponto de até comprometer o social deste Brasil. Segundo imprensa da Bolívia, O Evo Morales chega ao seu país sobre idolatrarão de ter vencido Lula.Eve Morales agora pousa mais uma vez de forte e habilidoso por ter conseguido sem muito esforço, uma grande vitória sobre o Governo Lula.Na verdade não condeno o presidente Evo Morales, mas condeno o Presidente Lula o qual es incompetente por não saber defender nossos direitos como assim tão bem faz os presidentes dos países visinhos que no Governo Lula tem ganhado todas contra o Brasil.Depois dizem que é USA que nos torna submisso a outros Países.Pelo que vejo, Lula é que estar nos levando a isso, e pior para se tornar submisso de países pequenos. Lula favorece países visinhos as nossas custas. Ângelo DuarteUniversitário 23 AnosRio de Janeiro

  4. Los ideólogos del MAS:Walter Chavez (peruano) – Estratega. Maneja Indimedya Bolivia, Bolpress, El Juguete Rabioso, entre otros. Luis A. Gomez (mexicano), tiene asignado a su cargo ABI agencia boliviana de información, y otras páginas en Internet, blog de agencia de noticias santa cruz.Wilson Mérida, director de la revista Datos&Análisis, tiene a cargo la estrategia comunicacional y estrategias políticas del Mas en la ciudad boliviana: Cochabamba, bastión político de Evo Morales.Sergio Cáceres, socio del peruano Walter Chávez.1Luis A. Gómez: “Evok jendartearen eta Estatuaren artean sortu ziren hausturak konpondu ditu” (Senda India/J.Portilla & L.K.Garcia) Luis A. Gomez Mexikon jaio zen, baina 9 urte eman ditu Bolivian. Ederki asko ezagutzen ditu aymarak, Omasuyos eta El Alto ingurukoak batez ere. Kazetaria da eta ‘El Alto de pie’ liburua (S martes, 03 de octubre de 2006 http://www.eutsi.org/kea/index.php?option=com_search&Itemid=5&searchword=+andres+gomez&submit=Buscar&searchphrase=any&ordering=newestEscrito por Txarli martes, 03 de octubre de 2006Luis A. (andrés) Gomez Mexikon jaio zen, baina 9 urte eman ditu Bolivian. Ederki asko ezagutzen ditu aymarak, Omasuyos eta El Alto ingurukoak batez ere. Kazetaria da eta ‘El Alto de pie’ liburua (Soldepaz Pachakuti) idatzi du, 2003ko iraila-urriaren altxamenduaren kronika. Oso kritikoa ageri zaigu Evo Moralesen Gobernuaz: “Ahalegin mardula egiten du Evok esparru politikoaren erdira jotzeko, nahiz eta bide horrek iluntasuna besterik ez duen sortzen, eta, jendarteak, Gobernuan indigena bat dagoela jakinik ere, beste bat baino ez dela susmatzen du, klase politiko berriarekin bada ere”. Ondorioz, bere ustez, herriak interesa galtzen du. (Artículo bilingüe (Euskera/Castellano).¿Dirías que hay desmovilización ahora mismo en Bolivia?Sí, por supuesto. El Gobierno tiene un proyecto político particular, un camino hacia el centro que pasa básicamente por llevar adelante un proyecto por dos décadas, pero para llevar un proyecto político de 20 años en este país o eres millonario o controlas el Estado, y las movilizaciones de mayo-junio del año pasado redujeron al Estado en Bolivia a su mínima expresión, esto es, apenas a la administración del bien público que está en las arcas, nada más. El MAS está fortaleciendo el Estado, y eso pasa por fortalecer la burocracia, por eliminar el déficit presupuestario, por no pelearte con el capital transnacional o local… ¡Por una opacidad que no motiva! Así que la gente no está ni a favor ni en contra. Pero es que, además, siguiendo a Raúl Zibechi, un movimiento social es la dinámica de vida de una organización social y normalmente tiende a tensionar su relación con el Estado cara a las demandas que le lanza: pues bien, el Estado fortalecido de Evo Morales tiende a estabilizar esas fisuras.Pero ¿es materialmente posible otro tipo de Estado que defienda otras prerrogativas que no sean las que siempre han defendido los Estados? ¿Desde Bolivia se ve posible eso? Sí. Siempre digo, cuando alguien viene de visita a Bolivia, que, si Marcos tiene razón y estamos en la IV Guerra Mundial del Libre Comercio, acabas de llegar a la primera línea de combate: aquí derrotamos a las transnacionales, al Estado, y aquí es donde el capital no pasa y si pasa pasa como nosotros decimos, porque nosotros tenemos la fuerza, no hay tal empate… En un país con 80% de indígenas, que tienen formas de convivencia y organización y relacionamiento horizontales, no de ahora sino desde ocho siglos, ¡claro que se puede! Si ha podido sobrevivir a la Corona española primero, al Estado liberal luego y al neoliberalismo salvaje, ¿por qué mierda no van a poder fundar un Estado? Las discusiones van por otro camino. Y se dice: bueno, es que eso ya no sería un Estado, llámalo como quieras, pero ya no lo es, pues el Estado es un producto de una cultura occidental que funciona así y así… Pablo Mamani dice: es un Estado indígena, es decir, es una forma de gobierno autorregulativo que el pueblo escoge para sí. Sí, sí se puede. Tienes normas de convivencia sociales que Zibechi traduce de forma certera cuando dice: “Nada ocurre fuera de la comunidad, nada fuera del barrio: la fiesta, el trabajo comunitario, las relaciones sociales, los matrimonios o la guerra”.O sea, que es posible cambiar el mundo tomando el poder.No, no tomamos el poder: ejercemos el poder. Ese poder es el Estado y nosotros no tenemos que tomar su poder. En todo caso, para ese Estado indígena, para esa nueva forma de autorregulación, destruimos esta y construimos la nuestra. No tomamos el poder, creamos el nuestro, vivimos con nuestro poder.John Holloway nos reconocía que el caso de Bolivia, aun y a la espera de cómo evoluciona, sería la excepción a la regla de su libro.Esto no es cambiar el mundo sin tomar el poder, aquí no están cambiando el mundo y tomaron el poder, aquí tomaron el poder para no cambiar las cosas. Evo es un campesino educado en lo político occidentalmente, sus formas de creer en la política son sindicales, como cualquier sindicato de la vieja izquierda en cualquier parte del mundo, campesino u obrero. No, no. Un campesino, por indígena que sea, es conservador, no es revolucionario, los campesinos luchan para que las cosas no cambien.Sin embargo, el impacto de algunas medidas, sobre todo en el exterior, ha sido fuerte. Los hidrocarburos, la reforma agraria…No cambiaron nada. Néstor Kirchner es un ejemplo claro. Llega al poder en un momento en que el Estado en Argentina no tiene ningún sentido, carece de fuerza. Bueno, pues ahí tienes a Hebe de Bonafini, a algunos piqueteros, al segundo del ERP trabajando en el Estado… Ha conseguido demoler la vitalidad del movimiento social argentino y apropiarse de lo mejor de él para estabilizar, han estabilizado la fisura entre Estado y sociedad, que no se acabó, pero sí se estabilizó, se soldó, y ahorita no hay bronca. En Bolivia, primero, no tienen, como Chávez, la renta suficiente para hacerlo; y segundo, porque no tienen esa idea de vamos a hacerlo ahorita porque dentro de cinco años quién sabe.¿La Asamblea Constituyente es un muro de contención de los movimientos sociales, como ha caracterizado Raquel Gutiérrez?Un asesor de Cancillería dijo a Raquel Gutiérrez en marzo pasado que estaba pidiendo demasiado a un Gobierno que tenía dos meses, que era poco tiempo para evaluar el trabajo, y le dijo que no entendía cómo ella estaba hablando de sociedad y Estado como algo separado, cuando el 18 de diciembre se consiguió unirlos en una sola cosa. ¡Decía haber logrado lo que nadie en la historia! ¡Son unos simuladores, pues!Y… sí: han creado una Asamblea que contiene un montón de cosas. La reivindicación de la Constituyente surge a partir de la Guerra del Agua. La gente se da cuenta otra vez que tiene capacidades sociales de organización. Oscar Olivera llama a eso recuperación de la dignidad y de la palabra. Lo hacen y se ven capaces de organizarse horizontalmente, capaces de producirse y reproducirse materialmente, sin necesitar a estos animales que se han apropiado de la palabra, la dignidad y la representación, y han ejercido de la política durante cinco décadas. “No los necesitamos”, es su corolario.Da la sensación de que se puede romper la baraja en Bolivia, de que hay sectores indígenas que saben que “si a Evo le va mal a nosotros nos va mal”, pero eso no es razón suficiente para darle un cheque en blanco.Claro, porque el ejercicio de la política en los pueblos andinos es diferente al de Occidente o como en las formas occidentales como el Estado liberal de Evo Morales. El alcalde de Achacachi es uno de los líderes aymaras más respetados y poderosos, tal vez el más poderoso hoy en día: el tipo ha sido maestro, ha sido locutor de radio, ha sido jefe militar y vive su cultura comunitaria desplegada en el último eslabón del Estado, en la alcaldía de Achacachi. Esa gente puede tirar presidentes, esa es la fuerza: aquí no se ejerce la política si no es horizontalmente; los aymaras deciden en cabildos, donde manda la comunidad y llega a consensos, no se vota por mayoría, y si no se llega a consenso a las dos horas nos quedamos cuatro… Eso es una maquinaria de deliberación muy poderosa. Y la representación política no existe. No eres elegido por el pueblo para ejercer el poder; tienes un mandato, eres electo para hacer algo, cavar zanjas o combatir al Ejército, lo que toque a la hora de llevar adelante la vida comunitaria en un período determinado, pero tu no la decides, la decide la comunidad. Esto es una de las cosas más lindas del mundo andino, porque es una vocación de servicio; no recibes sueldo, ni poder, no puedes negociar solo. “Nada fuera de la comunidad”. Y el Evo, y el vicepresidente sobre todo, saben que todo eso es lo que ha hecho la gente con ellos, esto es, les han dado un cierto crédito, pues los votos no son un cheque en blanco. Teníamos un hombre con la posibilidad de anotar el gol, y se la dieron: ¡Orale, guey, métela! Pero no le creen, no hay confianza mientras él no cumpla su mandato, porque ha llevado a cabo medidas políticas, algunas veces con muy buenos efectos dentro de la economía estatal, pero la mayoría de las veces son medidas no consultadas y que la comunidad no decidió, y, por otro lado, medidas que los alienan otra vez, como la Asamblea, que queda en manos de los partidos otra vez. Un asesor del presidente me decía que estaban extrañados porque la gente no les había dicho ni que no ni que sí a la Asamblea. ¿Por qué será? ¡Porque han dejado a la gente fuera del proceso! No son transparentes, ni consultan. ¡Ojo! No hay revolución. Los cambios son revoluciones y las revoluciones modifican la estructura del Estado, etc., pero estos no lo han hecho, están gobernando en el Estado liberal, con la organización, funcionamiento y burocracia del Estado liberal, y, también, con sus finalidades: la redistribución de la renta. Y tienen la vana pretensión de fortalecer el Estado y tener su proyecto a 20 años, y ejercer ellos el monopolio de la política. Tan es así que invisibilizan todo lo que les queda a la izquierda. Ellos son la izquierda del país, ellos son los movimientos sociales, dicen.Pero los sectores indígenas y a la izquierda del MAS, críticos con él, parecen estar, todavía, a la espera.Yo juraría que Rojas votó por Evo Morales. Insisto: ¿tu eres el que mete el gol? Pues dale, ahí tienes la bola. Todos están por Evo Morales. Hace unos meses discutíamos esto en estos términos: con Evo no gana el sector más radical aymara, pero tampoco pierde.Antes enlazabas la situación en Bolivia con Venezuela, y la de Evo con la de Chávez. ¿Dónde querías llegar?En Bolivia no tienen la radicalidad política de un Gobierno como el de Chávez, o sea, la voluntad para llevar adelante las cosas, y es que no tienen equipo para hacerlo. Jugar como Chávez requiere un equipo de economistas que controla el Estado con la renta que tiene Venezuela. Pero no lo tienen, y no son radicales. Se han tratado de asimilar al poder en la que ellos son ‘la hora 0’, así lo dijo el vicepresidente el 18 de diciembre. ¿La hora 0? ¿Nos partimos la madre durante seis años con el Estado, el capital y las Fuerzas Armadas y ahorita es la hora 0 y estamos empezando? No, no lo es. ¡Son las 11:45 ya! Se aferran al Estado y no están preparados, así que se abren frentes para ganar tiempo mientras se preparan. No nacionalizan los hidrocarburos, lo que hicieron es ejercer de facto la propiedad de recursos naturales con vistas a forzar la redistribución de la renta. Tiene un efecto bonito, vale, pero no nacionalizaron nada, no cambiaron el esquema de las cosas, lo único que hicieron es cambiar el contrato para que yo me lleve una buena parte y no tu. Pero ya veremos los efectos reales de eso. Y tampoco es tanto. Por lo demás, están acabando con el déficit del Estado, les están condonando deuda, pero no explican a la gente que en realidad es un intercambio de servicios que propicia el Banco Mundial: te dejo de cobrar aca pero tu me das oportunidad de hacer aquello alla.¿Hay alguna expectativa de que el proceso de transformación de ese proceso pueda avanzar…… en algo más profundo? Sí. El mandato es clave. La gente espera que los que estén en la Asamblea Constituyente hagan las cosas o se las van a reclamar. Un modo muy particular entre los aymaras es: “Y ¿no hiciste las cosas que te dijimos? Puta, pero nosotros te pusimos para que lo hicieras…”. Y te bajan a golpes. El mundo indígena tiene potentísimas armas derivadas de sus formas de organización comunitaria. Pero ¿no se corre el riesgo de que se vayan oxidando poco a poco en este proceso de Bolivia?No. Esto no es un rincón de occidente, pero tampoco es la América Latina que conoces hasta hoy. Lo que los mantiene vivos es lo que les lleva a la guerra, es una potencia comunitaria que viene de atrás en el tiempo, que ha sobrevivido a relaciones de dominación histórica, o sea, que se ha construido en el tiempo, y que ellos han resistido mucho tiempo con sus tradiciones. Eso no se apaga. Hay que aniquilarlos para eso. Son los portadores vivos de un conjunto de tradiciones que se expresan en principios muy básicos para la vida, que sirven para la fiesta, la tierra o la guerra. La reciprocidad andina, por ejemplo, es muy simple en los aymaras: a cada quien según sus necesidades y cada quien según sus capacidades. De modo que en lugares tenían un tambo o bodega donde la comunidad guarda el excedente de las cosechas, y toman lo que necesita el que se ha quedado sin cosecha ese año. Eso mismo te sirve para ir a la guerra.O los matas, o, mientras vivan, vivirán así.El Alto es una ciudad del neoliberalismo, con sus 20 años. En 1999 tenía una tasa de crecimiento anual de 1.200 %, con más del 90% aymara. Llegan de las comunidades a los barrios, y han transplantado su capacidad de reproducción de la vida comunitaria a un barrio: entonces, donde ya no trabajan la tierra construyen la plaza, o lo que sea.¿Dónde criticarías la práctica indígena?En algo que el propio Rojas tiene muy bien visto, y es la incapacidad de llevar esa política al paso siguiente, a la construcción de las alternativas, instituciones o poderes que sustituyan lo que tenemos. En mayo y junio de 2005 el asedio de la Plaza Murillo de los aymaras fue de lo más simple, ellos mismos lo decían. ‘Pero, y ¿luego?’. Se replegaban a las comunidades. O, mientras no sabemos qué hacer, mantenemos el asedio. Esa incapacidad de ir al despliegue. Los Caracoles zapatistas, por el contrario, expresan que ellos gobiernan como quieren y los chavos en las escuelas estudian lo que ellos dicen.Me acuerdo también del caso de Ecuador…En Ecuador los indígenas han hecho dos veces el mismo error, entrando al Gobierno. La CONAIE sale hecha mierda del Gobierno de Lucio Gutiérrez, con sus principales cuadros trabajando ya para la contrainteligencia. O el caso de Nina Pacari: ella es uno de los casos más alucinantes latinomericano, pues siendo una de las más lúcidas expertas en tierra y territorio, doctora en Derecho, diputada… ¡Y la cabrona termina defendiendo al FMI y ahora vive de la ONU! En Ecuador acaban, primero, chupados por la estructura de poder del Estado, y, después, subsumidos por una clase política blanca-mestiza que los acaba deteniendo, que cuando ellos ya sentían que cambiaban por fin el Estado desde el Estado les dijeron que ya no se jugaba al juego, no, ‘porque ustedes son indios’. En Ecuador cometen ese error. En Bolivia los que para mi son realmente poder nunca han entrado.¿Pero por qué esa incapacidad de generar alternativas?Una relación de dominación que se construye en el tiempo no se destruye en el espacio. Si tu sobrevives una relación de dominación en el tiempo no la destruyes ocupando el Palacio, la destruyes en el tiempo. Critico porque hacia alla no han ido. Hay una cosa en el mundo aymara que es como endogámica. Se saben fuertes e inteligentes, pueblo reflexivo como ellos no hay, pero… En un sentido muy curioso digo que aymaras y zapatistas son inversamente proporcionales: los aymaras están demasiado ensimismados en la capacidad de controlar un espacio y el zapatismo controla un carajo de espacio pero han dado un paso adelante en el sentido de que no tienen espacio pero la agenda y decidir cómo viven la tienen ellos. En cuanto a los aymaras la limitación es fuerte, no ven para fuera: ¿de qué sirve tomar el poder o deshacer el Estado si no sabes qué hacer con él? Así que regresan a sus comunidades y discuten, y se ve que es un pueblo que mientras no tenga dónde pisar firme, no se mueve. Y a veces esperan años y años hasta verla clara…¿Qué ha pasado en México?Había peligro real de que dejara de repartirse la torta entre unos pocos y determinados. El Estado en México es poderosísimo, la gente de a pie no ve otra cosa que el Estado, pues tienen vocación publica, tiene servicio de salud, etc. El Estado en México genera un nivel de articulación de la vida muy poderoso. Y había riesgo de que ese control pasara de manos, de quienes tradicionalmente lo han ejercido, del PAN (que no es sino el PRI más a la derecha) a una bola de gueyes que entendieron que se podía hacer de otra manera y que encontraron muchas gentes dispuestas a hacerlo. En México le tenemos mucho miedo a la violencia, sobre todo a la del Estado.¿Hay un miedo acendrado en la sociedad a la dominación del poder?Claro. Pero por el mismo lado hay también cierta rabia. Y ahora el tiempo del malestar ha llegado. Hay un proceso real en el sentido de que la gente siente que vota y su voto cuenta otra vez. Después de décadas manipulados, los votos cuentan.Poco que ver, pues, la reacción de la sociedad ante un fraude (2006) y otro (el que sufrió Cuauthemoc Cárdenas en 1988).Nada. En 1988 hubo sectores que inician la via de bloqueos de carreteras armados, pero Cárdenas y lo que hoy es el PRD se desmarca de ellos porque eran “violentos”. Ahora hay un malestar muy cabrón, un malestar que polariza a la sociedad mexicana por primera vez en casi 100 años. Se ha visto en las calles: en el plantón, por ejemplo. La gente dice que su voto cuenta y quiere que se note que cuenta. Yo tengo mis sospechas en el sentido de que esa resistencia civil no va a pasar de ser eso, resistencia: una vez que la resistencia objetiva cumple su función pasas a la ofensiva, y yo no creo que pasen pues ni quieren ni saben cómo. El PRD en realidad no controla al Peje (Andrés Manuel López Obrador), y el Peje tiene un Consejo de 5 asesores y los 5 vienen del Gobierno de Salinas de Gortari… ¡Son salinistas, pues! Así que no van a decir bien qué mecanismos ha tenido el fraude, pues sería como reconocer que los conocen, y si los conocen es porque los han puesto en práctica.Dudas que pase a mayores la via de la resistencia.No pueden romper el orden de la legalidad.¿Y la sociedad no podría jugar autónomamente?Ahorita no. Ahorita le están apostando de la manera más occidental al caudillo, y el caudillo conoce bien los tiempos mexicanos, mejor que nadie, sabe bien en qué momento pedir en la asamblea del Zócalo y en qué momento imponer.En realidad, fue un poco soberbia la actitud del PRD, pensando que tenían un margen lo suficientemente amplio para ganar sin importarles las pendejadas que les hiciesen. En Bolivia también hubo fraude, le quitaron como 600.000 votos; hubiera ganado con el 70% de la votación… La idea no era hacer fraude para que perdiera: querían que tuviera el menor margen posible para gobernar, y, además, la derecha no podía permitirse la humillación de ser derrotados de esa manera.Todo lo acontecido en México da la razón al zapatismo, aunque tampoco sirve de mucho…Los zapatistas, para mí, tienen dos problemas. Una es que son bien verticales.¿Cómo?La Otra Campaña no se hace como los otros quieren, sino como los zapatistas dicen que hay que hacerla. Son verticales. Y te van dejando caer las formas y los medios que ellos quieren para hacer lo que desean. No es propiamente horizontal. Pero tiene un gran efecto: ha articulado a la gente marginada, a la invisibilizada.El otro error es peor. A la gente jodida de este continente no les puedes decir: “¿Sabes qué? ¡Esto no más!”. A la gente no le gusta que se le diga des esa forma lo que tiene que hacer.Atenco fue un golpe represivo que buscaba atemorizar, pero otro efecto buscado fue condicionar La Otra Campaña, introducir una variante para redireccionarla.Por supuesto. Insisto, no controlan el territorio, controlan el tiempo. Razones hay de diverso tipo. Pero es la gran venganza. El poder no perdona, y si perdona es una concesión, el indulto. Y en México la primera gran derrota del siglo fue la del aeropuerto internacional, que ya tenían amarrado. Eso se paga y se paga con sangre. Es el terror de Estado que dice que la próxima vez que te metes conmigo es esto y más… Y, después, fuerzan a Marcos a moverse en el espacio como ellos quieren. Por eso es urgente que los zapatistas recuperen su tiempo político, el de la discusión. http://www.eutsi.org/kea/content/view/119/67/lang,es/Evo Morales asume la presidencia y pone fin al neoliberalismo en Boliviahttp://www.lafogata.org/06latino/latino1/bol_24-2.htmNos sometieron y condenaron al exterminio, pero ahora “cambiaremos la historia” Sostiene que los recursos naturales deben pasar a manos del pueblo boliviano: agua, gas o coca“Los indígenas somos la reserva moral de la humanidad” Gobernará obedeciendo y sin rencor Luis a. Gomezespecial para la jornada Eran exactamente 13 minutos después de las 14 horas cuando Evo Morales derramó las primeras lágrimas de la tarde, y con él lloró toda Bolivia. En ese instante, el vicepresidente de la República, Alvaro García Linera, le impuso en el cuello la Medalla del Libertador, símbolo máximo del poder republicano en este país. La medalla colgó sobre la banda presidencial y entonces, ya, era un hecho: el primer presidente indígena del siglo estaba listo para gobernar su patria. Pero había que cerrar capítulos, cuadrar las cuentas. “Señor presidente del Congreso Nacional”, dijo Evo a García Linera, quien tiene entre otras la atribución de presidir el Poder Legislativo, “por su intermedio quiero solicitar un minuto de silencio para recordar a nuestros héroes caídos”. Así comenzó su discurso el presidente de Bolivia: pidiendo un poco de paz y de silencio para recordar a los muertos. En un recorrido por los siglos y la sangre derramada en esta parte del mundo, Evo mencionó entre otros a Tupaj Katari, al Che Guevara, a decenas de líderes indígenas y, finalmente, a los ciudadanos de la ciudad de El Alto masacrados en octubre de 2003, a sus compañeros cocaleros y todos los héroes anónimos de este país. En memoria de ese linaje rebelde boliviano, el vetusto edificio republicano del Congreso vivió tal vez el minuto más largo de su historia. Solamente el lamento del pututu (cuerno de res usado como instrumento de viento) se escuchó esos 60 segundos. Y al final, el entrecortado grito de Evo Morales pidiendo gloria a los mártires por la liberación. Por ese hilo negro, de muertes y de derrotas, comenzó el nuevo gobernante su discurso, porque “esa es nuestra historia… hemos sido condenados al exterminio y ahora estamos acá… justamente para cambiar nuestra historia”, tomó vuelo Evo, explicando que los indígenas en Bolivia han sido sometidos y humillados durante siglos, pero que su gobierno es el punto de quiebre desde que ahora habrán de “buscar cómo resolver este problema histórico”. Y en ese memorial de agravios, Evo Morales dejó clara una sola cosa, como había hecho antes sus pares en las ruinas arqueólogicas de Tiwanaku un día antes: los 500 años de resistencia han terminado y ellos, los pueblos originarios de América, deberán prepararse para “tomar el poder por 500 años”. Pero sin rencor, insistió, “porque los indígenas no somos rencorosos”. Ante los ojos llenos de llanto de sus hermanos, como la dirigente cocalera Leonilda Zurita -quien desde un palco lloró de pie toda la ceremonia-, Evo hizo en este punto un perfil del ser indígena que mezcló emotivamente con la fuerza del Che Guevara. También situó este momento de la historia, con él como presidente, como una continuidad de la lucha de Tupaj Katari, quien en 1781 cercó esta ciudad durante meses y por poco termina con el dominio de la corona española. Pero, “y esto se los digo con mucha sinceridad, con mucha humildad”, Evo hizo todo este recuento afirmando que era solamente bajo el gobierno de los pueblos indígenas que las cosas cambiarán, porque “los pueblos indígenas somos la reserva moral de la humanidad”. Y recibió una ovación cerrada, una más de las muchas que interrumpirían su discurso inaugural. Luego comenzaría a hacer recuento de sus ideas, de sus propuestas, todo mezclado con algunas indirectas y alguna pregunta o queja bastante más frontal. Acabar con el Estado colonial Se acabó, enfatizaba el presidente Morales con un índice moreno y recto, eso del capital en unas pocas manos. “Son políticas que tienen que cambiar en democracia”, dijo. Y anunció que así será en su gobierno, pero sin humillar y sin maltratar al otro, como le hicieron a él. Entonces Evo recordó el mandatario que una tarde de marzo del año pasado, dirigiéndose a pie desde el edificio del Congreso hasta palacio de gobierno, para dialogar con el ex presidente Carlos Mesa durante un periodo de conflicto, fue agredido por algunas personas en la calle, que “lo querían colgar al Evo Morales”. Y esa ofensa por parte de los simpatizantes de Mesa (quien se encontraba en el auditorio), fue nada más un aliciente para que la gente siguiera despertando en su conciencia, dijo. “Ex presidentes, entiendan: eso no se hace, no se margina”, remató Evo mirando hacia el palco donde tres ex mandatarios bolivianos, invitados a su toma de posesión, aparentaban calma y tensaban las mandíbulas. Y es por todo esto, continuó el mandatario indígena, que debemos “acabar con el Estado colonial”. Morales siguió entonces con completo resumen de lo que siempre dijo sobre racismo y discriminación. Y en esta etapa, donde los presentes interrumpían el discurso cada pocos minutos con sus aplausos y sus vivas, los pocos parlamentarios de la derecha mantuvieron una actitud serena y sin aplausos, hasta que Evo anunció que la democracia era la mejor forma de descolonizar al Estado, acabando así con la corrupción. Y comenzó la explicación política… El poder de la conciencia Sin sacarse la chaqueta de cuero adornada con tejidos andinos, Evo comenzó su explicación por el histórico saqueo de los recursos naturales, algo tolerado y fomentado por anteriores gobiernos y parlamentarios. “No hubo amor a la patria”, dijo Morales, “cuando se realizó ese saqueo… Entiendo que la política es la forma de mejorar la economía de las personas… y esto no ha sucedido en nuestro país”. El agua, enfatizó en principio, debe ser de servicio público. Explicando que era un absurdo la privatización del recurso y que eso tendrá su final en su administración. De hecho, el presidente boliviano mencionó que fueron las políticas relativas a los recursos naturales, como “el agua, la coca y el gas”, lo que incentivó “la conciencia del pueblo boliviano”. Y habló de la redistribución de la tierra, apelando a la necesidad de diálogo con los terratenientes bolivianos para revertir al Estado las hectáreas de tierra improductiva. No es posible que “para criar una vaca se necesiten 40 o 50 hectáreas… no es posible que tengamos que ser una vaca para tener 40 o 50 hectáreas”, dijo Morales. La industrialización, el gran desafío Lo mismo para la productividad y la industria, temas en los que recordó, por ejemplo, que desde el 6 de agosto de 1825 (día de la creación de la República de Bolivia) no se ha industrializado nada en este país, que se ha mantenido, durante más de siglo y medio, como exportador de materias primas, pero sin beneficarse mucho por ello. “Todos los recursos naturales deben pasar a manos del pueblo boliviano, sean éstos agua, coca o gas”, dijo el flamante presidente de esta nación que posee la segunda mayor reserva de gas de Sudamérica, al señalar que “un desafío de todos los bolivianos es industrializar nuestros recursos para salir de la pobreza”. Pero también afirmó que esta recuperación de los recursos naturales deberá ser “responsable”, al subrayar que habrá negociaciones con las petroleras extranjeras, en alusión a Repsol, Total, y Petrobras, una readecuación de los contratos para establecer el control estatal pleno sobre la industria y elevar los ingresos fiscales por la explotación de gas y petróleo. En pocas palabras, hablando también de la necesidad de mejorar los programas de salud y eduación, “este modelo económico no sirve”, concluyó Evo, dando como posible que tal vez sí funcione en Europa o en algún país africano, pero “en Bolivia el modelo neoliberal no va”. Y dijo que era justamente esa conciencia popular, la de la inutilidad del neoliberalismo, la que lo había llevado al poder, ganando las elecciones, por lo que habría de respetar su mandato. Morales, de 46 años, soltero, expuso que habrá respeto para “quienes quieren vivir mejor”, pero sin explotar a nadie. “No se pongan nerviosos” Evo se dirigió varias veces en forma directa a los ex gobernantes apostados en el palco arriba a su izquierda. Pero fue al hablar de la seguridad jurídica, algo que piden las transnacionales y varios gobiernos para seguir invirtiendo en Bolivia, cuando el presidente Morales Aima hizo su mención directa más dura al hablar del subsecretario de Estado para Asuntos del Hemisferio Occidental, “el tal señor Shannon que anoche nos visitó”, para hablar claro que los valores y políticas estadunidenses no serán ya políticas aceptadas sumisamente. “No a la importación de políticas”, fue la consigna de Evo Morales, invocando para ello la compresión de la comunidad internacional. Para seguidamente aclarar que lo que toca es crear localmente las políticas y las leyes necesarias para el desarrollo y el crecimiento. En este pasaje, nuevamente tejió Evo su historia política personal con la historia. “Recuerdo cuando llegué a este edificio en el 97”, dijo Morales en referencia a su primer periodo como diputado. Mencionó que fueron cuatro los diputados campesinos que trabajaron en esa legislatura, a los que les bloquearon cada uno de sus proyectos de ley. Y mirando hacia el sector del Congreso donde estaban los parlamentarios de los partidos de oposición, el presidente les dijo: “No se pongan nerviosos, no les vamos a hacer lo mismo que ustedes nos hicieron a nosotros”… de hecho, Evo los llamó a trabajar, porque las tareas pendientes son muchas. Profundizar la democracia Mencionando claramente la necesidad de convocar a la Asamblea Constituyente para el próximo junio, Evo Morales recordó que es necesaria una forma diferente de organizar el gobierno en Bolivia. “Somos diversos”, recordó Morales, lanzándose a contar una anécdota de su reciente visita a Argentina donde, fijándose con calma, se dio cuenta del parecido entre él y el mandatario argentino Néstor Kirchner: la forma de la nariz en ambos. “Él es loro blanco y yo soy loro moreno… somos iguales en la diversidad”. Por ello, para dar una nueva forma de gobierno a Bolivia, que incluya sin dudas la autonomía regional y de los pueblos indígenas, Evo pidió un trabajo conjunto al Parlamento, que debería convertirse en “un ejército en la lucha por la segunda independencia de Bolivia”. Aunque dejó claro que si no lo hacen, si no pueden, la tarea quedará en manos de los movimientos sociales e indígenas, que seguirán luchando. Porque esas medidas y procesos, dejó claro, servirán para “profundizar la democracia, que es el derecho no solamente de votar sino de vivir bien”. Coca cero no Sobre la línea productiva regresó el presidente boliviano, para hablar de industrialización, de la política de austeridad que seguirá su gobierno, comenzando por subir el salario básico (que es de menos de 60 dólares mensuales) y de bajar los salarios de los funcionarios del Estado. Para todo, por cierto, pidió apoyo y respaldo del pueblo, de los profesionales y algunas veces de los presidentes de otros países, concretamente de Cuba y Venezuela. Evo habló de alfabetización (con un programa que apoyará Cuba), de salud, de documentar oficialmente a todos los bolivianos, de apoyo a la micro y pequeña industria, de erradicar la corrupción… porque en algún momento “este país tenía el subcampeonato de la corrupción”, dijo Morales, para sin pausa preguntar al ex presidente Jaime Paz Zamora cómo pudo permitir eso, ya que en su mandato Bolivia fue calificada por Transparencia Internacional como el segundo país más corrupto del planeta. Y bueno, viendo que ya su discurso era largo, Evo dijo que ya mero terminaba, que “no piensen que Fidel o Chávez me están contagiando”, lo que le valió las risas del respetable y un nuevo aplauso general, que no fueron tan intensos como cuando habló con firmeza del tema espinozo de la coca. Evo Morales habló del daño que hacen la droga y el narcotráfico en el mundo, “es un mal que nos han importado”. Y propuso a Estados Unidos un verdadero acuerdo de lucha antinarcóticos, pero que no incluya, como dijo muchas veces durante su campaña electoral, “coca cero, pero sí narcotráfico cero”. Como dice el Subcomandante En la parte final de su discurso, Evo no escatimó elogios a algunos de sus hoy homólogos latinoamericanos como Lula, Kirchner, Fidel Castro, Lagos y Chávez. No mencionó al colombiano Alvaro Uribe ni al peruano Alejandro Toledo. Tampoco al presidente mexicano, Vicente Fox, que pese a haber sido invitado, delegó en su embajador en La Paz. El EZLN tampoco llegó y eso que también fue invitado. Habló además de reactivar la minería y de terminar con la deuda externa, pidiendo a la comunidad internacional y a los organismos financieros condonar toda deuda en forma definitiva. Sólo produciendo, dijo igualmente, “es posible salir de la pobreza”, pero el flagelo de la deuda y las desigualdades son algo importante en este camino. Sin embargo, “los países son iguales en el derecho a ser dignos y soberanos”… por ello, en breves alocuciones en aymara y quechua, Evo Morales llamó a todos los indígenas de su país a la unidad, porque en el nuevo gabinete no habrá nepotismo ni corrupción. Explicando su manera de gobernar, Evo finalizó: “como dice el Subcomandante Marcos: mandar obedeciendo al pueblo… muchas gracias”. Y se retiró… http://www.lafogata.org/06latino/latino1/bol_24-3.htmBolivia vivió su último día de miedo, sostiene el escritor Eduardo Galeano El racismo no es una fatalidad del destino, no estamos condenados a repetirlo” Llegaron de México, Cárdenas y Amalia García; Lage por Cuba y Hugo Chávez… resfriadoHace 2 años corríamos bajo las balas en esta plaza, recuerda el vicepresidente García Linera Luis a. Gomezespecial para La Jornada Desde el balcón del palacio de gobierno, saludan el vicepresidente Alvaro García Linera y el primer presidente indígena de Bolivia, Evo Morales; arriba, un retrato del héroe nacional Andrés de Santa Cruz FOTO Reuters Faltaban varias cosas al salir del Congreso Nacional. De todos modos, el presidente Evo Morales caminó sin prisa los 20 metros que lo separaban de su despacho en palacio de gobierno. Saludó sonriente a la gente en la plaza y entró entre vítores al edificio. Era algo más de las cuatro de la tarde y varios regimientos de las fuerzas armadas esperaban por él para rendirle respeto y obediencia. Así que subieron él y su vicepresidente al balcón presidencial, adornado con banderas, a presenciar la parada militar que les estaba reservada. Abajo, mientras recogían la larguísima alfombra roja, que sirve de camino a dignatarios y algunos invitados, quedaron entre la gente los cientos de periodistas y algunos personajes más ilustres. Entre los mexicanos asistentes fue notoria la presencia de Cuauhtémoc Cárdenas, amigo personal del mandatario boliviano, quien sonreía preguntando sin prisas por los detalles de aquello que atestiguaba, acompañado de su hijo del mismo nombre. También estaban ahí la gobernadora de Zacatecas, Amalia García, y el senador Cuauhtémoc Sandoval, consejero nacional del PRD. Luego de la parada, Evo y su comitiva caminaron, escoltados por una guardia de 2 mil mineros y campesinos vestidos con poncho rojo, las cuatro o cinco cuadras que los separaban de la Plaza de los Héroes para asistir a la celebración popular que cerraba la transmisión del mando. Ahí, la multitud agitaba wipalas (bandera andina de siete colores), y aguardaba por su presidente cantando y lanzando al cielo cargas de dinamita. Fatigado por el viaje, pero muy emocionado, el escritor uruguayo Eduardo Galeano fue el primer orador del masivo acto en la plaza. Bajo un cielo de nubes preñadas de lluvia, el autor de Patas arriba comenzó su discurso a la gente contando la célebre pregunta de Domitila Chungara, boliviana famosa y viuda de un minero en los años 70: “¿Quién es nuestro peor enemigo, compañeros?”. El miedo. “Ayer, contó Galeano, fue el último día del miedo en Bolivia”; explicó que ya nunca más habrá de paralizarse el pueblo con la sensación de temor ante el poderoso. El escritor también dijo que el mundo se divide entre indignos e indignados, y que en todo caso él estaba feliz, porque, tomando partido, era muy importante estar aquí, en este parto. “El mundo entero padece una dictadura del miedo que emite gases paralizantes”, explicó ante los miles congregados en la Plaza de los Héroes. “Un miedo a recordar, a vivir, a morir y, sobretodo, miedo de ser, de reconocernos en toda nuestra espléndida y poderosa plenitud”, dijo al describir el festivo acto como un “acto de dignidad colectiva”. El vicepresidente de Cuba, Carlos Lage, felicita a Evo Morales, quien asumió ayer la presidencia de Bolivia FOTO Reuters Nuestros países nacieron condenados a una suerte de fatalidad del miedo que nos impide vernos como somos y como podemos ser”, indicó el autor de Las venas abiertas de América Latina. “Lo que ha sucedido en Bolivia nos enseña que ese miedo de ser lo que podemos ser no es un enemigo invencible; el racismo no es una fatalidad del destino, no estamos condenados a repetir la historia. “Nos han entrenado para andar en silla de ruedas y ahora estamos recuperando la posibilidad y energía en América Latina de caminar con nuestras propias piernas, pensar con nuestras propias cabezas y sentir con nuestros propios corazones”, añadió. Todas las constituciones latinoamericanas fueron hechas “por pocos y para poquitos, y generaron naciones donde las mayorías estaban y siguen estando malditas”. El mundo se divide, sobre todo, “entre indignos e indignados, y ya sabrá cada quien de qué lado quiere o puede estar”, agregó el escritor, quien pidió un viva por “el alumbramiento de otra Bolivia, ¡que viva el nacimiento de otro mundo posible!” En forma similar y acorde, el vicepresidente Alvaro García Linera realizó un largo discurso para puntualizar: “La Bolivia indígena está de pie y le dice al mundo que nunca más discriminación, nunca más represión y racismo”. La patria, dijo el matemático de 43 años, “nació el 18 de diciembre pasado; la patria nace este 22 en esta plaza… la historia se ha fijado en nosotros. “Hace dos años aquí, recordó García Linera, corríamos bajo las balas”, en referencia a la insurrección de octubre de 2003, que culminó con el derrocamiento de Gonzalo Sánchez de Lozada y dejó saldo de más de sesenta muertos. “Hoy tenemos que salir victoriosos de este trabajo”, enfatizó el mandatario. Luego dejó paso al presidente… “Hemos avanzado bastante” Relajado luego de tanta actividad, pero fatigado, Evo Morales se dirigió al micrófono para pronunciar un nuevo discurso que sintonizara con su gente. Ataviado aún con la banda presidencial, Morales habló durante 45 minutos de los mismos temas que en su discurso inaugural en el Congreso Nacional, salvo que esta vez se interrumpió un par de veces para invitar a algunos a acompañarlo en su mensaje. Los presidentes Luiz Inacio Lula da Silva, de Brasil; Néstor Kirchner, de Argentina y Nicanor Duarte, de Paraguay, durante la ceremonia en la que Evo Morales asumió como primer mandatario indígena de Bolivia FOTO AP La primera pausa en el discurso fue tomada por el vicepresidente cubano Carlos Lage, quien entre otras cosas, dijo que no había que lamentar la ausencia de Fidel Castro, a quien el presidente describió como su “abuelo sabio”. “Yo veo a Fidel en todos ustedes”, dijo Lage. Luego del cubano, la gente enardecida pidió la presencia de Hugo Chávez quien, según Morales, estaba delicado de salud y se habría excusado de asistir al acto a causa de un resfriado. Otra interrupción quedó a cargo de la indígena quechua Blanca Chancoso, ecuatoriana, quien en su lengua materna pidió a Evo convertirse en el principio de lucha de los pueblos indígenas americanos. Tras agradecer el discurso de Chancoso, Evo recordó los muchos logros que han tenido los indígenas bolivianos en la vida política desde que comenzaron creando sus propios partidos políticos. “Hemos avanzado bastante”, reconoció. Evo interrumpía varias veces su discurso político para felicitar o agradecer a algunos de los presentes, como el artista plástico Gastón Ugalde, quien diseñó y elaboró dos murales de tejido especialmente para la ocasión. También presentó a los dirigentes sociales que lo acompañaban en la tarima desde donde fue presidido el festejo. Abajo, a la derecha del gobernante boliviano, los más de doscientos invitados internacionales seguían atentos el discurso mientras les servían café, té y pastelitos. Con la noche comenzó la lluvia y Evo, ya para terminar, habló del miedo que siente de ocupar la residencia presidencial, por temor a “alguna trampa o algún micrófono”. Recordó una vez más que cuando se inició hace casi nueve años como diputado, en 1997, vivió compartiendo casa con dos de sus colegas, e hizo morir de risa de pueblo cuando dijo que ha invitado a su vicepresidente, al presidente del Senado y al de Diputados a compartir la casa con él. Ante la risa, satisfecho, Morales dijo que no era payaso, que hablaba en serio. “Cuatro presidentes viviendo juntos: el presidente de Bolivia, el del Congreso, el de la Cámara de Diputados y el de la Cámara de Senadores. Trabajando juntos las 24 horas para resolver sus problemas”, concluyó, consiguiendo el aplauso más nutrido de la jornada antes de dar gracias y dar paso a la fiesta musical programada. Mientras se servían las bebidas calientes y se entonaban canciones, la gente mojada y sonriente comenzó sus bailes y celebró a su presidente, quien los observó cómplice desde su silla, antes de retirarse sin prisas al palacio donde prometió, desde mañana, seguir en contacto con ellos y sus permanentes necesidades. Eran casi las 8 de la noche y la Bolivia profunda era un jolgorio masivo por vez primera. 2Wilson García MéridaDirector del Servicio Informativo Datos & Análisis, antropólogo y comunicador boliviano. Sitio en Internet http://www.selvas.orghttp://www.llactacracia.org/Datos & AnálisisEl Chorizo de Juan Claudio Lechín • Artículos. Wilson García Mérida. Servicio Informativo Datos & Análisis. Los separatistas que exigen “autonomías …http://www.llactacracia.org/ Las autonomías departamentales son separatistas y verticalistasEl caso de Walter Chávez es otra movida dentro la escalada fascistaArtículos Wilson García MéridaCuatro Autonomías Mega Regionaleshttp://www.lostiempos.com/…/06_08_06_actualidad2.phpCarta de solidaridad con Walter Chávezhttp://www.peripecias.com/politica/182MeridaBoliviaEvoMas.htmlLo bueno, lo malo, lo feo, lo lindo y lo Evo del MAS http://www.lafogata.org/05latino/latino9/bol_31-2.htmEl candidato Tuto Quiroga articula un brazo golpista violando la ley Wilson García Mérida http://www.comunidadboliviana.com.ar/shop/detallenot.asp?notid=533¿Cómo financiaron la campaña por la autonomía? Bolpres: http://www.bolpress.com/art.php?Cod=2007011514&PHPSESSID=17ebc1191f650a1d8690cc4088b54c47Philip Goldberg apoya el separatismo de Reyes Villa. George Bush envió a Bolivia a su Embajador de la Limpieza ÉtnicaONG SODEPAZ – Moon quiere el gas boliviano para su ‘gobierno mundial’America Latina Wilson García Mérida (DATOS & ANALISIS, especial para … dictadores como Pinochet y García Meza, llegó a Santa Cruz para sentar sus reales. …RedBolivia :: Bolivia: ¿Invasión en marcha?Datos & Análisis Febrero 2, 2007, 1:27 EST. Cochabamba, Bolivia — … Según el analista Wilson García Mérida, aquel armamentismo confirmaría la vieja …http://www.redbolivia.com/noticias/Columnistas/Datos%20y%20Análisis/40253.htmlLa verdad se impone y la conjura mediática se desmoronaEl caso de Walter Chávez es otra movida dentro la escalada fascista Wilson García Mérida03-02-2007 3http://www.voltairenet.org/auteur1970.html?lang=esSergio Cáceres [Voltaire]Sergio Cáceres | Editor de El Juguete Rabioso, corresponsal en París, Francia. [Voltaire]http://www.voltairenet.org/auteur1970.html?lang=esEl Juguete Rabioso [Voltaire]Por Sergio Cáceres | París (Francia) | 10 de marzo de 2005 … Walter Chávez, Sergio Cáceres Edición web: Sergio Cáceres Periodistas: …Entrevista a Evo Morales (Sergio Cáceres)http://www.politiqueinternationale.com/revue/read.php?id_revue=26&id=434&content=abstracthttp://revistabarataria.free.fr/revista1.htmlConsejo de Redacción: alvaro garcía lineraBARATARIA es la revista trimestral del Juguete RabiosoEl nombre lo hemos tomado de Cervantesy su Quijote, Barataria es la ínsula que efímeramente gobernó Sancho Panza. Dirección: Carlos Medinaceli 1204, Alto Sopocachi, La Paz. BoliviaDatos & AnálisisCARTA DE RESPALDO A WALTER CHAVEZ… Pablo Groux, Edgar Arandia, Amanda Dávila, Mario Conde, Luis Rico, Susana Peñaranda, Hugo Moldiz, Red Tinku Juvenil de Cochabamba, Sergio Cáceres. …Solidaridad de Intelectuales: Walter Chavezhttp://www.bolpress.com 01/02/2007 11:59 Carta de Solidaridad con Walter Chavez http://www.bolpress.com (30/01/2007 19:06) SU ASESOR WALTER CHAVEZ SE FUE DEL GOBIERNOEVO PERDIÓ AL OTRO CHAVEZPágina/12 Web :: El mundo :: Evo perdió al otro ChávezSergio Cáceres, uno de los cofundadores de Juguete Rabioso, recordó la larga historia de su amigo en Bolivia. “Llama la atención que sea sólo ahora que la …Persecución contra un periodista en Bolivia¿Ajuste de cuentas mediático contra Walter Chávez ?Sergio Cáceres02-02-2007 WALTER CHAVEZ Irrupción de una “nueva izquierda”El modelo de resistencia bolivianoWalter Chávez y Sergio Cáceres Editores del bimensual El Juguete Rabioso, La Paz, Bolivia.Los partidos de izquierda bolivianos nunca tuvieron votaciones superiores al 5%. Es por eso que el 20,9% alcanzado por el dirigente campesino Evo Morales significa un logro histórico de los sectores progresistas, y expresa la oposición de un sector importante de la sociedad después de diecisiete años de políticas neoliberales. En efecto, el ascenso de este nuevo líder indígena supone la reacción concertada de los movimientos sociales ante la crisis y contra las políticas impuestas por el FMI y los organismos crediticios internacionales.Número 38, agosto de 2002Persecución contra un periodista en Bolivia x Alai . Corresponsal Editor: Sergio CáceresLa procuraduría antiterrorista de Perú intenta obtener una orden de captura contra Walter Chávez, periodista e intelectual peruano, fundador del quincenario boliviano El Juguete Rabioso y director de la versión boliviana de Le Monde Diplomatique. Esta persecución fue iniciada en Bolivia por el partido opositor Podemos, con el apoyo del escritor Juan Claudio Lechín, el ex trostkista Filemón Escóbar y varios medios de comunicación.Todo comenzó con la expulsión del cubano anticastrista Amauris Sanmartino, acusado de participar en la agitación separatista de la región de Santa Cruz. Inmediatamente, políticos de la oposición exigieron que se procediera de la misma manera con Walter Chávez, quien fuera jefe de campaña de la candidatura de Evo Morales, y que actualmente se desempeña como asesor de comunicación de la presidencia. Este pedido de expulsión, que fue a tiempo rechazado por el gobierno boliviano, comenzó a cobrar carácter de escándalo meditático, cuando el programa Panorama (Panamericana, Perú) difundió un “reportaje” donde se presenta a Chávez como un personaje siniestro con pasado terrorista, una eminencia gris detrás del gobierno y se lo asimila además con el nefasto Vladimiro Montesinos, que se encargó de dirigir el terror durante el gobierno de Alberto Fujimori.Walter Chávez llegó a Bolivia en 1992 y pidió el status de refugiado político. Dos años antes había sido arrestado en Lima y acusado de pertenecer al MRTA. Según declaraciones de Chávez, pasó un mes detenido. Los primeros quince días fue torturado, pero nunca aceptó las acusaciones y finalmente fue liberado porque no se pudo probar ninguna de las acusaciones que se le imputaba. A Bolivia entró de manera regular y luego de presentar su caso a Amnesty International y ACNUR (Alto Comisionado de las Naciones Unidades para los Refugiados) obtuvo el estatus de refugiado político.Desde 1994 se ha desempeñado como periodista en Presencia, Hoy, La Razón. Fue creador de la revista de sociedad Cosas, el suplemento de crónica roja Extra. Luego con otros periodistas creó el quincenario el Juguete Rabioso, dirigió la versión boliviana del mensual francés Le Monde Diplomatique y la revista de estudios sociales Barataria.En los últimos días, la Procuraduría peruana antiterrorista está solicitando tanto a la Fiscalía de su país, como a la Interpol, una orden de captura contra Chávez. Según el procurador Guillermo Cabala, el Estado va a demostrar que Chávez no es un perseguido político sino que está buscado por delito común : “terrorismo”.Sin embargo, llama la atención que sea sólo ahora, y a raíz de la expulsión del cubano Amauris Sanmartino, que la procuraduría peruana intente esta orden de captura y no lo haya hecho en los más de 15 años de vida pública que Chávez mantuvo en Bolivia. Según Cabala, hasta el momento no se tenía conocimiento de la presencia de Chávez en Bolivia, lo que corroboraría la tesis de Panorama según la cual el periodista peruano “opera desde las sombras”; pero ambos argumentos caen por tierra si tenemos en cuenta la larga trayectoria del periodista y que, además, a finales del 2005, el cotidiano peruano La República dedicó un reportaje de página plena, con fotografía a colores, de Walter Chávez (1). Este reportaje tuvo como tema la exitosa campaña que llevó a la victoria a Evo Morales.En Bolivia, el partido opositor de derecha Podemos, junto al escritor Juan Claudio Lechín y el ex dirigente minero de filiación trostkista (expulsado del MAS por pactar con la derecha y por intentar, como senador, permitir un convenio de inmunidad para los norteamericanos que cometieran crímenes en Bolivia) Filemón Escóbar se encargan de llevar adelante una campaña desde los medios para exigir al gobierno que tome medidas contra el periodista Chávez. La dura campaña tiene visos de linchamiento mediático, puesto que abunda en adjetivos y exageraciones y escasea en argumentos o pruebas.Esta situación lleva a pensar que se estaría forzando un proceso contra este periodista. Durante la campaña electoral, la labor de Chávez fue responder a la guerra sucia llevada adelante contra Evo Morales. Esta guerra sucia, que incluía insultos y mentiras contra Morales, fue orquestada por la casi totalidad de medios de comunicación bolivianos, medios que ahora se prestan a esta campaña contra Chávez. ¿Se tratará de un ajuste de cuentas mediático y político?Las caras del juez candidato al Nobel de la Paz Baltasar Garzón, gavilán y paloma Sergio CaceresRebelión El hombre sabe hacer el juego. Se granjea las simpatías de la izquierda bien pensante encausando a Pinochet, pero por el otro lado ordena detenciones arbitrarias, cierra medios de comunicación y permite el ejercicio de la tortura en el País Vasco. Hasta el momento ya ha recibido duras críticas y acusaciones de parte de personalidades como Las Madres de la Plaza de Mayo o el Sub Comandante Marcos. Pese a todo, insiste en ser candidato al premio Nobel de la Paz.Cuando se escucha el nombre de Baltasar Garzón, nos viene la imagen de un Paladín de la Justicia, joven y progresista, cuyo retrato pude quedar bien entre las tiras de Mafalda y los poemas de Benedetti, y es que ha conseguido lo que miles de chilenos y argentinos juntos no han podido en años de lucha y de perder muchas vidas: poner en el banquillo de los acusados a sus dictadores. Luego, como se sabe, no pasó nada con ellos, pero eso a nadie le importa; él es un héroe para las chicas y un ejemplo para los garçones (con perdón del galicismo).No se puede negar que conmueve con sus declaraciones en contra de la acción imperialista de Bush sobre Irak, pero su capacidad de conmoción la viven mejor los habitantes del País Vasco, quienes tienen que conmoverse por sus órdenes de detención contra sus habitantes, los cierres de sus medios de comunicación, la prohibición de sus agrupaciones políticas y su conducta absolutamente venal y permisiva respecto a la tortura que practican los agentes de la guardia civil. Esta cara de Garzón es poco conocida pero no por eso deja de ser real.El PSOE y los GAL, la palestra de Garzón En 1993 Baltasar Garzon deja el anonimato (así como su puesto de Magistrado en la Audiencia Nacional española) para aparecer como diputado independiente en las listas electorales del PSOE, para las elecciones nacionales en España. Al poco tiempo es nombrado delegado del Plan Nacional sobre la Droga, alcanzando el rango de Secretario de Estado. Pero esta designación no satisface sus ambiciones puesto que lo que él esperaba era dirigir la policía y la Guardia Civil. Desairado, Garzón abandona el gobierno acusando al entonces presidente Felipe González de haberlo usado como señuelo electoral y de no estar realmente interesado en la lucha contra la corrupción (1).Pero el asunto no queda ahí, a su regreso a la Audiencia Nacional, Garzon encuentra el modo de cobrarse la revancha a González haciéndose cargo del caso de los Grupos Antiterroristas de Liberación (GAL). Los GAL fueron grupos paramilitares creados por el gobierno de Gonzáles y financiados con los fondos reservados del Estado Español que llevaron a cabo una guerra sucia contra la ETA durante el gobierno de Gonzáles. Esta guerra sucia dejó más de una veintena de muertos, entre militantes y simpatizantes de la ETA, así como historias horrendas sobre torturas y detenciones violentas. El escádalo GAL dañó para siempre al PSOE e impidió su retorno al gobierno. A modo de defensa, los socialistas acusaron a Garzón de falta de profesionalismo e incluso alevosía en su trabajo.Batasuna, Egin, Ardi Bertzale, la censura sin fin A la par de sus actuaciones en contra de los dictadores latinoamericanos, Baltasar Garzón comenzó a desarrollar otra guerra sucia en el país Vasco, una «casa de brujas» al mejor estilo McCarthy. El pretexto es combatir el terrorismo de la ETA, pero bajo esa excusa Garzón lo que hace es perseguir a toda voz disidente o crítica al régimen que gobierna el Estado español.Una de sus acciones más claras en ese sentido fue la prohibición de Batasuna, un partido político legal que agrupaba a aproximadamente el 11 por ciento de la población vasca. De igual forma, persigue a diferentes agrupaciones políticas, juveniles e incluso sociales, todas ellas sospechosas de terrorismo para el juez Garzón.También, de 1998 a la fecha, se ha empeñado en perseguir, criminalizar y cerrar medios de comunicación y casas editoriales independientes bajo la acusación de estar en el «entorno» de la ETA. Así fueron cerrados el periódico Egin, La Voz de Euskadi, Euskaldunon egunkaria, la editorial Ardi Bertzale y la radio Egin Irratia. En la actualidad tiene en la mira al periódico Gara (2).Detenciones, torturas y silencio En el libro Garzón, la otra cara (3), el periodista Pepe Rei (director de la editorial cerrada por Garzón, Ardi Bertzale), enumera más de doscientos casos de tortura perpetrada sobre miembros de la izquierda nacionalista vasca, todos ellos denunciados ante Garzón, quien hizo la vista gorda ante ellos, eso cuando no se permitió ironizar sobre el tema. Rei, quien estuvo en la carcel en varias ocasiones por órdenes de Garzón, explicó en una entrevista que en las cárceles «hay varios jóvenes que no tiene ninguna relación con la lucha armada ni con otra actividad que pueda considerarse penalmente delictiva, cuyo único delito es ser jóvenes y querer una Euskal Herria independiente» (4).Recientemente, el periódico Gara (5) publicó una noticia según la cual Garzón ordenó el encarcelamiento de once detenidos que le presentaron quejas de tortura física y psicológica.Según la noticia, uno de ellos presentaba muy mal aspecto y no podía hablar acausa de una crisis nerviosa en la que se encontraba, cosa que al juez no le importó en lo más mínimo y permitió que sea ingresado en el penal sin más trámite. Pepe Rei atribuye este silencio sobre toda denuncia de tortura a un pacto implícito con la cúpula del Ministerio del Interior, que a cambio facilita notablemente su trabajo y le permite apuntarse «éxitos» estentóreos.Los procesos irregulares del juez Según personas cercanas al juez, los «triunfos» conseguidos por Garzón, en su «lucha contra el terrorismo», se fundan sobre procesos irregulares. En una entrevista concedida al periódico Gara, Joaquín Navarro, durante muchos años su mejor amigo y actual magistrado de la Audiencia Provincial de Madrid, declaró acerca de Garzón que : «es un juez que se inventa casi todo. Lo que ocurre es que está actuando respaldado por el poder político y por el Ministerio del Interior. Garzón se permite el lujo de dictar autos de procesamiento o de prisión absolutamente fabulados, dando por demostradas vinculaciones orgánicas y funcionales de diversos sectores con ETA».Así, sin sustento legal, se ha permitido procesar a personas e instituciones ligándolas, de facto, con el terrorismo. Es el caso de la institución AEK (Educadores en Euskera) a la que Garzón acusa de fraude a la Seguridad Social, luego de infructuosos intentos de relacionarla con la ETA. Del mismo modo intenta criminalizar a la asociación pacifista, Gestores pro Amnistía, institución a la cual pertenece Amaia Arrieta, joven vasca que fue detenida bajo la acusación de trabajar coptando jóvenes para la ETA.El procedeer arbitrario y prepotente de Garzón ya ha recibido críticas y rechazos a nivel internacional, como el pronunciamiento que hicieran las Madres de la Plaza de Mayo, quienes declararon : «Las Madres de Plaza de Mayo repudiamos con todas nuestras fuerzas la operación policial y represiva ordenada por el Juez Garzón contra el Diario EGIN y la Radio EGIN. De la misma manera en que las Madres de Plaza de Mayo hemos agradecido al Juez Baltazar Garzón el procesamiento de los genocidas argentinos que ensangrentaron nuestro país, hoy tenemos la obligación de denunciar la conducta vergonzosa y vejatoria de este mismo Juez (6)». Más resonancia aún tuvieron las declaraciones del Sub Comandante Marcos, quien en noviembre del año pasado increpó al juez con duros calificativos y acusaciones : «Ese payaso grotesco que es el autodeterminado juez Garzón, de la mano de la clase política española, está llevando a cabo un verdadero terrorismo de Estado que ningún hombre y mujer honestos puede ver sin indignarse» (7).Un arribista tras el Nobel Las dos caras de Garzón, las dos manos con que procede, una persiguiendo crueles dictadores latinoamericanos y otra practicando el matonaje a un pueblo, responden a un único afán : el arribismo. Garzón persigue el posicionamiento a cualquier precio, por ello se ubica en el mejor escaño progresista acosando a Pinochet, pero le hace la cama a Aznar y al PP hostigando a los independentistas vascos.Su afan de figuracionismo también ha sido cuestionado en España. El ya citado juez Navarro también habla de la «garzonitis», a la que define como «mezcolanza de maldad, cinismo, tosquedad mental, exhibicionismo e impotencia». Asimismo, Francisco Javier Santaella, durante varios años secretario general del Sindicato de la Policía Uniformada, por tanto colaborador cercano del juez, ha afirmado que, «en el trabajo de Garzón priva la precipitación y el afán de acaparar la prensa sobre la rigurosidad de sus investigaciones».Críticas van, denuncias vienen y a Garzón ni se le mueve el pelo. Por el contrario, el continúa haciendo lo suyo, visita países como Bolivia para hacer actos filantrópicos y candidatea al premio Nobel de la Paz. Para esto tiene incluso una página web que ennumera sus méritos y merecimientos (8). Visto desde cualquier lado el Nobel puede ser el reconocimiento a su carrera, ya sea como paladín de la justicia o arribista del poder. El Nobel aguanta todo, la prueba es que se lo dieron a Kissinger y a Reagan.* Sergio Cáceres es periodista y escritor boliviano, co editor del quincenario “El Juguete Rabioso”.Un paso más en la lucha por la legalización. La hoja de coca en el Parlamento Europeo por Sergio Cáceres * Con un estrecho margen de votos, ayer fue aprobada la Propuesta de Recomendación destinada al Consejo sobre el Proyecto de Estrategia Antidroga de la Unión Europea. Este documento recomienda incrementar las investigaciones respecto a los usos medicinales y alimenticios de cultivos como la coca, el opio y el canabis. Cuando en agosto 2002 la hoja de coca hizo su irrupción en el Congreso boliviano, nadie se imaginó que dos años después también lo haría en el Parlamento Europeo. Así ocurrió los días 14 y 15 de diciembre, cuando un grupo de activistas defensores de la hoja de coca, montaron un stand en la sede de Strasbourg desde el cual ofrecieron mate de coca a los eurodiputados, para demostrar que esta planta no sólo no es dañina sino que tiene un alto valor medicinal y nutritivo. Bolsas de mate de coca, pomadas para diversos usos realizada a base de coca, así como material informativo diverso fue expuesto en dicho stand organizado por ENCOD (European Coalition for Just and Effective Drug Policies) y el Consejo Andino de Productores de Coca. Esta acción de información y sensibilización tuvo por objetivo lograr apoyo entre los diputados para la aprobación de la Propuesta de Recomendación destinada al Consejo sobre el Proyecto de Estrategia Antidroga de la UE (2005-2012), presentada por el diputado Giusto Catania. El objetivo fue alcanzado exitosamente, ya que dicha propuesta ha sido finalmente aprobada por un justo margen -285 votos a favor, 273 en contra y 23 abstenciones- y será presentado en la próxima cumbre del Consejo (17 de diciembre) donde se firmará la nueva estrategia contra la droga en la UE. Entre las recomendaciones que se presentarán al Consejo está la de fomentar la aplicacion medicinal y nutricional de cultivos tradicionales como la coca,

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