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Bolo de Chocolate e Sour Cream com cobertura de manteiga de amendoim e chocolate com manteiga de amendoim

Já fiz essa receita umas 3 ou 4 vezes e nos dois últimos aniversários da minha filha, e no último inclusive a pedido da aniversariante.

receita original no livro Sky High: Irresistible Triple-Layer Cakes

receita para 3 massas redondas de 8 polegadas, serve 12 a 16 pessoas.

  • 2 xícaras de farinha de trigo
  • 2 xícaras de açúcar (originalmente 2 e 1/2);
  • 3/4 xícara de cacau em pó (se usar chocolate em pó reduza + ainda o açúcar e carregue um pouco mais no chocolate em pó);
  • 2 colheres de chá de fermento
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 xícara de óleo vegetal neutro (de canola, girassol ou soja)
  • 1 xícara de sour cream (na falta de sour cream, misture partes iguais de iogurte grego e cream cheese ou creme de ricota com um pouco de suco de limão)
  • 1 1/2 xícaras de água
  • 2 colheres de sobremesa de vinagre
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 2 ovos
  1. Pré-aqueça o forno à 180ºC, prepare a/as bandejas cobrindo-as com manteiga ou óleo e farinha de trigo.
  2. Misture bem os ingredientes secos: farinha, açúcar, fermento e sal. Depois de bem misturados, adicione o óleo e sour cream. Gradualmente acrescente a água, depois acrescente o vinagre e o extrato de baunilha. Acrescente os ovos e bata até estarem completamente misturados.
  3. Asse a massa por 30 à 35 minutos ou até a massa estar bem assada (espete um palito de dentes no centro da massa, tem que sair praticamente limpo).
  4. Deixe a/as massas esfriarem por 20 minutos, depois os coloque em um aramado e deixe esfriar completamente (o autor original ainda os colocava no freezer por meia hora para facilitar a cobertura).
  5. Para cobrir o bolo, cubra a primeira massa com 2/3 de xícara da cobertura e assim por diante até a terceira massa. Coloque o bolo na geladeira para firmá-lo. Quanto mais gelado estiver melhor será o efeito de escorrido na cobertura de chocolate.
  6. Derrame a cobertura de chocolate em cima e deixe escorrer nas laterais. Use uma espátula para distribuir melhor a cobertura. Resfrie-o na geladeira por pelo menos 30 minutos para que as coberturas firmem. Retire da geladeira pelo menos 1 hora antes de serví-lo.

Cobertura de manteiga de amendoim e cream cheese

  • 300 gramas de cream cheese em temperatura ambiente
  • 100 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 5 xícaras de açúcar de confeiteiro (extremamente doce, pessoalmente uso menos, 3, 4)
  • 2/3 de xícara de manteiga de amendoim smooth, não as chunky
  1. misture o cream cheese e manteiga até estar leve e cremoso, Gradualmente adicione o açúcar de confeiteiro e raspe as bordas à cada vez para garantir que esteja completamente misturado. Continue batendo em velocidade média por mais 3 a 4 minutos
  2. misture a manteiga de amendoim até misturar completamente

Cobertura de chocolate e manteiga de amendoim

  • 200 gramas de chocolate meio amargo, de preferência 50-75% de cacau
  • 3 colheres de sobremesa de manteiga de amendoim
  • 2 colheres de sobremesa de Karo ou açúcar de confeiteiro
  • 1/2 xícara de creme de leite sem soro
  1. Derreta o chocolate no microondas em etapas de 30 segundos. Combine o chocolate, a manteiga de amendoim e o Karo ou açúcar até estar completamente misturado e liso.
  2. Acrescente o creme de leite e misture completamente. Use enquanto ainda estiver morno (a receita original mistura o chocolate e a manteiga de amendoim em banho Maria).

Banoffee Pie (torta Banoffi) feita em casa

Algumas bananas em casa estavam querendo começar a passar do ponto e lá estava eu descascando-as pronto para jogar açúcar demerara, canela e algumas gotas de essência de baunilha em cima para ‘tacá-las’ no microondas…

“Tem mais banana do que eu esperava. E estão boas. HMMMMmmmmMMmmm……” Volta e meia depois, acabei fazendo uma torna Banoffee. A receita veio do La Cucinetta: http://www.lacucinetta.com.br/2010/09/im-having-baby-pie.html.

Claro que não tinha o tal biscoito integral que só os yupies gourmet-antenados paulistas tem acesso na Santa Luzia, então improvisei com o que tinha em casa: biscoitos integrais, granola e Maltado de Leite da Piraquê (tirando o piraquê, tudo à granel, sem marca, comprado no mercado municipal de Curitiba).

Como diz o La Cucinetta, Sticky, Chewy, Messy, Gooey. E doce, muito doce. Bom :p

Picanha sous vide

Sous vide aí vou eu

Cada vez mais ando lendo sobre sous vide (“à vácuo” em francês), um método de preparo de proteinas (carnes na grande maioria das vezes) envolvendo embalagens a vácuo e banhos térmicos de baixas temperaturas por grandes tempos (algumas receitas chegam à 48 horas). A grande vantagem é que o produto final perde o mínimo de líquido possível e o ponto do carne é perfeitamente controlável à exaustão pelo controle preciso da temperatura do ‘banho’.
Aí entra a parte complicada do sous vide, controladores térmicos de precisão industriais/profissionais chegam a custar dois mil dólares, modelos domésticos nos Estados Unidos estão na casa dos quinhentos dólares. Brincadeira cara demais.

China and DIY to the rescue! Fear not. Um controlador de temperatura de US$ 18 chinês e uma boa dose de DIY depois, chegaremos em uma versão feita-em-casa. O controlador já chegou, agora é questão de tempo.

Algumas informações básicas: Sous vide primer, Sous vide Steak 101.

A paranóia científica do controle chega nisso: tabela de resultados de cor de carne e perda percentual de peso por temperatura:

Panqueca+prontas

Panqueca doce

A pedidos, segue a mais simples receita de panquecas doces que já experimentei fazer:

2 copos de leite
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar
2 ovos
1 pontinha da colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de manteiga (se usar com sal dispense o sal acima)
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Cold brewed coffee


Resumo da ópera para quem não leu o post anterior: Cold brewed coffee, café à frio, é o método de fazer café sem o uso de calor: basicamente se mistura água e pó de café em proporção 4:1 e deixamos curtindo por 12 horas. Filtra-se obtendo o chamado licor de café, mais forte que o café tradicional mas extremamente menos ácido, mais redondo. O licor de café obtido pode ser armazenado na geladeira, devidamente fechado.

O café que utilizei foi uma mistura 3:1 de um café premium 100% arábica com torragem bem baixa para padrões brasileiros, “caramelo”, moído na hora e café de supermercado Pilão (mais preto impossível, torrado em excesso IMHO). DONT ASK.
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Está na hora de se aventurar: cold brewed coffee e defumação

Minhas investidas gastronômicas estavam estagnadas, descansando nos louros das poucas vitórias anteriores. Isto é, só estava repetindo variações simples das receitas que já sei fazer bem: risotos, cookies, brownies, uma carne eventual, faz tempo que não faço pão algum, etc.

Resolvi me arriscar com 2 coisas nunca dante feitas antes em terras Bruderescas: café à frio (cold brewed coffee) e defumação de alguma carne ainda não decidida, provavelmente não-peixe para não passar pelo trabalho de se fazer defumação à frio. Já sei que pinho não é bom para defumação, que normalmente se usa árvores frutíferas e cascas de nozes e que lascas de carvalho de barris usados no envelhecimento de uísque são em particular apreciados. Serragem para defumar já encomendada e amanhã eu conto para vocês como ficou o café à frio.

Brownie de Cacau

Parece que meu spree culinário está voltando com força: já fiz risoto de camarão, alho poró e laranja (2x!), bacalhau com batatas, cebolas, azeitonas pretas com molho 4 queijos (ficou bom!), e agora fiz brownie. Encontrei uma receita no blog La Cucinetta (de novo..) relativamente + prática que as com chocolate derretido, essa usa cacau em pó, e resolvi fazê-la com algumas modificações en-pratificadoras: 3/4 xícaras e 2 colheres de sopa? BAH, 1 xícara. E assim foi.. Segue a receita:

Brownie de Cacau
(adaptado do blog La Cucinetta)
Tempo de preparo: 40minutos
Rendimento: 16 brownies

Ingredientes:

  • 200 gramas manteiga sem sal
  • 1 1/4 xíc. açúcar cristal orgânico
  • 1 xíc. cacau em pó
  • 1/4 colh. (chá) sal
  • 1 colh. (chá) essência de baunilha
  • 2 ovos grandes gelados
  • 1/2 xíc. farinha de trigo
  • 2/3 xíc. nozes picadas (opcional)

Preparo:

  1. Posicione a grade no terço inferior do forno e pré-aqueça a 160ºC. Forre uma forma quadrada de 20cm com papel alumínio. Não é preciso untar.
  2. Coloque a manteiga, o açúcar, o sal e o cacau em uma tigela e leve a banho-maria, mexendo de vez em quando com uma colher até que esteja derretido e homogêneo. Retire e deixe que amorne um pouco (eu fiz no microondas, parando&olhando de 30 em 30 segundos).
  3. Junte os ovos, um a um, misturando bem com uma colher ou espátula até que estejam bem incorporados. Junte a farinha e bata vigorosamente com a colher, até que a massa esteja homogênea, brilhante e grossa. Junte as nozes se estiver usando, e despeje a massa na forma, alisando com a colher para que fique bem espalhada.
  4. Leve ao forno por 20-25 minutos. Teste inserindo um palito no meio: ele deve sair ainda um pouco úmido. Retire e deixe esfriar completamente sobre uma grade. Usando as abas do papel alumínio, desenforme e corte em pedaços para servir.

Agora pela primeira vez neste blog, Nutrition facts da receita, thanks ao Wolfram-Alpha! Nerds à serviço da culinária :p

.. e eu tomei Kopi Luwak

Não me entendam mal, eu sou o tipo de cara que além de gostar de café, sou um pretenso gourmet: Gosto de determinados cafés de origem controlada, sei o que são agtron (unidade de medida de torra de café, pela cor do grão), prefiro cafés menos torrados do que o gosto típico brasileiro, etc.

Mas nunca cheguei ao ponto de achar que valia a pena pagar R$ 18 por uma chícara de espresso de Kopi Luwak. Minha primeira exposição ao Kopi Luwak foi através de um antigo episódio de CSI (s03e20), onde um dos personagens comentava como o grão de café “ao passar pelo trato digestivo do animal sofria uma série de leves fermentações, alterando o sabor do café”. Inicialmente achei que fosse fictício, algo tão louco como tomar um café defecado por determinado animal parecia bizarro demais.

Quando algumas semanas depois eu vejo um sujeito comprando 150gr de Kopi Luwak na cafeteria que costumamos frequentar quando vamos ao mercado municipal. . o O ( É de verdade! ). Claro que o Kopi Luwak foi o assunto número 1 naquela semana na Haxent e descobrimos que a mesma cafeteria vendia um único espresso de Kopi Luwak por exorbitantes dezoito reais.

Claro que a brincadeira passou a ser “se eu pagar, você toma?” E ficamos só nas ameaças mútuas por 6 meses, 1 ano. Pois bem, hoje o Guilherme resolveu “hoje eu pago um kopi luwak pro bruder” enquanto almoçávamos no Mercado Municipal.

(drum roll)

Veredito: Café excelente, particularmente um grau de torra baixo, baixo o suficiente para se tomar um espresso dele sem açúcar agradavelmente. Um ótimo café, como poucos que tomei até hoje.

… mas daí pra valer R$ 18 uma única xícara de espresso, não mesmo.

Se você quiser matar a curiosidade pelo aspecto exótico, eu recomendo. Fora isso, esqueça.

O último pão da primeira batida de massa

Quem lê o blog sabe que estou me aventurando na versão fast-food de pão caseiro,o Artisan Bread in Five minutes. Pois bem, fiz hoje o último pão com a primeira ‘batida’ de massa, feita na semana passada, e realmente esse pão melhora com a idade da massa, caso você seja planejado o suficiente para isso, espere pelo menos uns 2 dias para a primeira fornada. No meu caso que estava usando uma forma de pão razoavelmente grande, idealmente seriam 3 grandes pães, mas acabei fazendo 4 ou 5 menores (perdi a conta :p) por simples falta de experiência com a quantidade de massa e com as formas (recém compradas, nunca tinha as usado antes). Experimentei 1 vez rechear o pão, tomates secos e queijo meia cura, aqui em casa foi 100% aprovado :p

Amanhã farei outra batida de massa, dessa vez da massa básica, 100% farinha branca.

… E mais um erro cometido. Com a vasilha de massa limpa e lavada pronta para a próxima batida eu leio “… never wash the dough bucket, because that old dough gives sourdough flavor a head start in the next stored batch”. Sigh! :-/