A pedidos, segue a mais simples receita de panquecas doces que já experimentei fazer:
2 copos de leite
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de açúcar
2 ovos
1 pontinha da colher (chá) de sal
1 colher (chá) de fermento
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1 colher (sopa) de manteiga (se usar com sal dispense o sal acima)
A receita não poderia ser ao mesmo tempo mais simples e mais complexa: Simples pois pode se resumir a “bata tudo 1 a 2 minutos no liquidificador, descanse 5 minutos, frite as panquecas”. Complexa porquê para boas panquecas há vários detalhes que podem influenciar: a razão leite/farinha de trigo, temperatura da frigideira, e assim por diante. Faça um acerto fino da relação farinha/leite de acordo com sua preferência do ponto da massa.
Frite apenas as panquecas que vai comer na hora e guarde a massa crua em uma jarra de sucos com tampa na geladeira, assim no dia seguinte você pode fritar panquecas e comê-las quentinhas, recém-fritas.
Já como cobertura, há alguns ‘clássicos’ aqui em casa: Mel & Manteiga, Chocolate derretido, Geléias, Nutella, Doce de leite, Brigadeiro mole, etc. O céu (e o acúcar!) é o limite :p
Resumo da ópera para quem não leu o post anterior: Cold brewed coffee, café à frio, é o método de fazer café sem o uso de calor: basicamente se mistura água e pó de café em proporção 4:1 e deixamos curtindo por 12 horas. Filtra-se obtendo o chamado licor de café, mais forte que o café tradicional mas extremamente menos ácido, mais redondo. O licor de café obtido pode ser armazenado na geladeira, devidamente fechado.
O café que utilizei foi uma mistura 3:1 de um café premium 100% arábica com torragem bem baixa para padrões brasileiros, “caramelo”, moído na hora e café de supermercado Pilão (mais preto impossível, torrado em excesso IMHO). DONT ASK.
Guardei a mistura água-café em um grande copo plástico com tampa de um dia para o outro e coei usando um filtro de papel tradicional na manhã seguinte, demora bem mais para coar que o café com água fervida a que estamos acostumados.
Tentei tomar de algumas maneiras: Como ouvi múltiplas vezes que o tal licor de café era forte, blahblahblah, resolvi tomá-lo inicialmente com uma mistura 1:1 com água quente. DONT. Não faça isso, um retrogosto bem característico de café solúvel aguado :p
Já minhas outras tentativas de reproduzir o café vietnamita foram mais bem sucedidos, tanto quente quanto frio: licor de café e leite condensado: Forte e doce (dependendo do quanto leite condensado você usar, claro), um gosto realmente bem diferente do café tradicional ou espresso, gostei.
PS: Os curitibanos que nos acompanham vão reconhecer isso como café espanhol do AU AU :p No caso desse café espanhol, é feito com espresso e leite condensado.
Fico devendo as fotos que faltam ser transferidas da câmera.
Minhas investidas gastronômicas estavam estagnadas, descansando nos louros das poucas vitórias anteriores. Isto é, só estava repetindo variações simples das receitas que já sei fazer bem: risotos, cookies, brownies, uma carne eventual, faz tempo que não faço pão algum, etc.
Resolvi me arriscar com 2 coisas nunca dante feitas antes em terras Bruderescas: café à frio (cold brewed coffee) e defumação de alguma carne ainda não decidida, provavelmente não-peixe para não passar pelo trabalho de se fazer defumação à frio. Já sei que pinho não é bom para defumação, que normalmente se usa árvores frutíferas e cascas de nozes e que lascas de carvalho de barris usados no envelhecimento de uísque são em particular apreciados. Serragem para defumar já encomendada e amanhã eu conto para vocês como ficou o café à frio.
Parece que meu spree culinário está voltando com força: já fiz risoto de camarão, alho poró e laranja (2x!), bacalhau com batatas, cebolas, azeitonas pretas com molho 4 queijos (ficou bom!), e agora fiz brownie. Encontrei uma receita no blog La Cucinetta (de novo..) relativamente + prática que as com chocolate derretido, essa usa cacau em pó, e resolvi fazê-la com algumas modificações en-pratificadoras: 3/4 xícaras e 2 colheres de sopa? BAH, 1 xícara. E assim foi.. Segue a receita:
Brownie de Cacau
(adaptado do blog La Cucinetta)
Tempo de preparo: 40minutos
Rendimento: 16 brownies
Ingredientes:
- 200 gramas manteiga sem sal
- 1 1/4 xíc. açúcar cristal orgânico
- 1 xíc. cacau em pó
- 1/4 colh. (chá) sal
- 1 colh. (chá) essência de baunilha
- 2 ovos grandes gelados
- 1/2 xíc. farinha de trigo
- 2/3 xíc. nozes picadas (opcional)
Preparo:
- Posicione a grade no terço inferior do forno e pré-aqueça a 160ºC. Forre uma forma quadrada de 20cm com papel alumínio. Não é preciso untar.
- Coloque a manteiga, o açúcar, o sal e o cacau em uma tigela e leve a banho-maria, mexendo de vez em quando com uma colher até que esteja derretido e homogêneo. Retire e deixe que amorne um pouco (eu fiz no microondas, parando&olhando de 30 em 30 segundos).
- Junte os ovos, um a um, misturando bem com uma colher ou espátula até que estejam bem incorporados. Junte a farinha e bata vigorosamente com a colher, até que a massa esteja homogênea, brilhante e grossa. Junte as nozes se estiver usando, e despeje a massa na forma, alisando com a colher para que fique bem espalhada.
- Leve ao forno por 20-25 minutos. Teste inserindo um palito no meio: ele deve sair ainda um pouco úmido. Retire e deixe esfriar completamente sobre uma grade. Usando as abas do papel alumínio, desenforme e corte em pedaços para servir.
Agora pela primeira vez neste blog, Nutrition facts da receita, thanks ao Wolfram-Alpha! Nerds à serviço da culinária :p

Não me entendam mal, eu sou o tipo de cara que além de gostar de café, sou um pretenso gourmet: Gosto de determinados cafés de origem controlada, sei o que são agtron (unidade de medida de torra de café, pela cor do grão), prefiro cafés menos torrados do que o gosto típico brasileiro, etc.
Mas nunca cheguei ao ponto de achar que valia a pena pagar R$ 18 por uma chícara de espresso de Kopi Luwak. Minha primeira exposição ao Kopi Luwak foi através de um antigo episódio de CSI (s03e20), onde um dos personagens comentava como o grão de café “ao passar pelo trato digestivo do animal sofria uma série de leves fermentações, alterando o sabor do café”. Inicialmente achei que fosse fictício, algo tão louco como tomar um café defecado por determinado animal parecia bizarro demais.
Quando algumas semanas depois eu vejo um sujeito comprando 150gr de Kopi Luwak na cafeteria que costumamos frequentar quando vamos ao mercado municipal. . o O ( É de verdade! ). Claro que o Kopi Luwak foi o assunto número 1 naquela semana na Haxent e descobrimos que a mesma cafeteria vendia um único espresso de Kopi Luwak por exorbitantes dezoito reais.
Claro que a brincadeira passou a ser “se eu pagar, você toma?” E ficamos só nas ameaças mútuas por 6 meses, 1 ano. Pois bem, hoje o Guilherme resolveu “hoje eu pago um kopi luwak pro bruder” enquanto almoçávamos no Mercado Municipal.
(drum roll)
Veredito: Café excelente, particularmente um grau de torra baixo, baixo o suficiente para se tomar um espresso dele sem açúcar agradavelmente. Um ótimo café, como poucos que tomei até hoje.
… mas daí pra valer R$ 18 uma única xícara de espresso, não mesmo.
Se você quiser matar a curiosidade pelo aspecto exótico, eu recomendo. Fora isso, esqueça.
Em viagem, lembrei de cabeça das receitas de risoto e cookie de manteiga de amendoim com pedaços de chocolate.
Quem lê o blog sabe que estou me aventurando na versão fast-food de pão caseiro,o Artisan Bread in Five minutes. Pois bem, fiz hoje o último pão com a primeira ‘batida’ de massa, feita na semana passada, e realmente esse pão melhora com a idade da massa, caso você seja planejado o suficiente para isso, espere pelo menos uns 2 dias para a primeira fornada. No meu caso que estava usando uma forma de pão razoavelmente grande, idealmente seriam 3 grandes pães, mas acabei fazendo 4 ou 5 menores (perdi a conta :p) por simples falta de experiência com a quantidade de massa e com as formas (recém compradas, nunca tinha as usado antes). Experimentei 1 vez rechear o pão, tomates secos e queijo meia cura, aqui em casa foi 100% aprovado :p
Amanhã farei outra batida de massa, dessa vez da massa básica, 100% farinha branca.
… E mais um erro cometido. Com a vasilha de massa limpa e lavada pronta para a próxima batida eu leio “… never wash the dough bucket, because that old dough gives sourdough flavor a head start in the next stored batch”. Sigh! :-/
Você começa a desconfiar que está exagerando um pouco na culinária quando:
prova um chocolate noname, pensa “que coisa insuportavelmente doce!” e descobre que é na verdade hershey’s meio amargo
primeira coisa que vc procura em uma embalagem de chocolate é “quantos % de cacau tem?”
ao fazer a compra corriqueira de farinha acaba decidindo levar o saco de 5kg
decide fazer cookies *e* pão, na mesma noite
começa a discutir que ‘farinha não é tudo a mesma coisa’ e lembra do % de proteina da farinha que costuma usar.
posterga a postagem deste post porquê precisa tirar mais uma fornada de cookies e ver como está crescendo o pão.
O primeiro pão, alguns erros:
1 - eu não sabia o quanto de água essa massa tem, então resolvi fazê-lo em uma forma retangular para não correr o risco de ficar com uma quase-pizza caso a massa estivesse mole demais, ledo engano, essa massa ficou mais seca, aguentaria tranquilamente uma tentativa free form.
2 - peguei um naco pequeno demais da massa, o pão ficou relativamente pequeno.
Fora esses erros, ficou ótimo. Entre pegar o naco de massa, dar forma e colocar na forma, eu demorei menos de 5 minutos. O resto foi esperar a massa crescer (cresceu muito pouco, algo que o livro já alertava que caso você usasse a massa muito próximo da feitura inicial iria acontecer, ele acabaria crescendo mais no forno mesmo). Aí vão as instruções:
O pão de 5 minutos ou The master recipe: on baking day
adaptado do livro Artisan Bread in five minutes a day
Tire seu pote de massa da geladeira e espalhe um pouquinho de farinha em cima da massa para não grudar, puxe um naco de massa e corte com uma faca de pão.
Com as mãos e superfícies enfarinhadas, forme uma bola (eu nem precisei usar superfície alguma, usei apenas as mãos). Você não demorará no máximo 1 minuto para formar essa bola, não é necessário sovar.
Deixe a massa descansar por 40 minutos, não precisa estar coberta (Eu já coloquei diretamente dentro da forma retangular que usaria para assá-lo mais tarde).
20 minutos antes de assar, pré-aqueça o forno (230ºC caso seu forno indique temperatura. O meu é velho demais para isso, coloquei-o no máximo) com uma pequena vasilha metálica vazia no forno para posteriormente conter água para fornecer um ambiente úmido para o pão assando.
Caso queira, faça cortes na massa.
Coloque água fervendo na pequena vasilha metálica e coloque o pão para assar, 30 minutos ou até a casca do pão estar firme e marrom.
Viva a Amazon, no tempo previsto chegou meu livro. Estou tentando pela primeira vez executar a idéia do Artisan bread in five minutes a day, hoje fazendo a massa inicial. A quantidade de farinha usada é bem grande, um pacote de 1kg não é suficiente. Como não podia deixar de ser, eu executei algumas alterações na receita original : das 6 xícaras e meia, 1 e 1/2 farinha integral. Claro que virando mais algumas páginas eu descobri que estava fazendo por conta própria algo bem parecido com o ‘peasant european bread’ já descrito no livro. A foto ao lado é massa assim que foi misturada, antes de crescer. No final do crescimento a massa ocupa literalmente todo o volume do recipiente que usei. Dica óbvia do dia: use para fazer a massa o mesmo recipiente que você planeja usar para guardar a massa na geladeira, menos coisa pra ser lavada depois.
Peasant European Bread
ligeira modificação da versão original do livro Artisan Bread in five minutes a day
Massa básica
3 canecas de água morna (38º C)
2 pacotes de fermento biológico instantâneo
1 1/2 colheres de sopa de sal
5 canecas de farinha de trigo
1 1/2 canecas de farinha de trigo integral
Misturando e guardando a massa
Esquente a água ligeiramente, em torno de 38˚C. Água fria fará a massa crescer devagar demais, água quente demais matará o fermento biológico. Se quiser usar água fria, o crescimento inicial pode demorar até 4 horas ao invés das 2 horas planejadas.
Misture o fermento e o sal à água, não se preocupe em dissolver tudo.
Misture a farinha à água. Meça a farinha enchendo a caneca ‘passando a régua’ com uma espátula ou faca, para ter a medida exata da farinha. O objetivo é misturar completamente farinha e água até não encontrarmos mais farinha seca na massa. Caso fique difícil incorporar o final da farinha seca, use as mãos umedecidas. Não é necessário sovar.
Deixe a massa crescer em temperatura ambiente até ela ‘colapsar’ em si mesma, aproximadamente 2 horas caso tenha usado água morna, mais, caso tenha usado água fria. Até 5 horas de crescimento não afeta o resultado final.
Guarde a massa em uma vasilha tampada na geladeira, ela pode ser armazenada por até 2 semanas.
A execução do pão a partir de um pedaço dessa massa básica será tópico de outro artigo.